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A era dos sem-carro

São Paulo sempre foi conhecida como a cidade no país onde as pessoas são mais aficionadas por carros. Mas isso está mudando. As muitas alternativas de mobilidade, como aplicativos de carona, bicicletas, metrô, e a melhoria dos transportes públicos têm provocado uma correção de rumos no mercado imobiliário da cidade.

Pela primeira vez o setor da construção civil registrou um aumento de três vezes no número de apartamentos sem garagens entre 2014 e 2017, já que muitas pessoas não consideram mais a compra do carro como sinônimo de sobrevivência na maior metrópole brasileira.

No ano passado, das 37,1 mil unidades lançadas na cidade de São Paulo, 15,1 mil (40%) não tinham vagas para carro, segundo o Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-SP). As ofertas passaram a ser diversificadas. Quatro em cada dez apartamentos do Centro não possuem garagem para automóveis.

Houve uma flexibilização na exigência de garagens nas plantas de novos imóveis próximos a corredores de trânsito com a Lei de Zoneamento de 2016. Bicicletários passaram a ser cada vez mais incentivados dentro dos prédios.

Hoje, a legislação permite uma vaga de carro a cada 60 metros quadrados, mas isso vale até o fim deste ano. A partir do ano que vem, vai passar a valer a regra de até uma vaga por apartamento em áreas próximas de transporte público. Antes, era obrigatório ter pelo menos uma vaga na garagem por unidade. Hoje a coisa mudou: as construtoras devem pagar um excedente para a prefeitura se quiserem construir mais de uma vaga por apartamento.

Esses imóveis novos tendem a ser menores também: se antes a área média era de 140 metros quadrados, hoje é de 68 metros quadrados. Mas os imóveis mais novos localizados no Centro tem áreas de 36 metros quadrados em média. Assim, menores e sem garagem, os preços dos apartamentos ficam mais em conta e mais fáceis de vender. Os lançamentos de imóveis no Centro de São Paulo, região com uma boa infraestrutura e variedade de transportes, estão aumentando para atender um novo perfil de comprador que não se importa de viver em unidades menores e sem garagem, desde que sejam próximas ao local de trabalho, das áreas de lazer e de consumo.

“Pesquisa feita pela Consultoria Delloite, em agosto, mostrou que 51% dos consumidores brasileiros já não abraçam mais o mantra de que é necessário ter carro no futuro; 56% dos jovens (entre 18 e 36 anos) dizem que podem deixar de ter veículo próprio; e 39% dos consumidores têm interesse nos aplicativos de caronas.”

Uma pesquisa divulgada em 1º de agosto pela canal de televisão Globo News, revela a tendência de os jovens não quererem mais comprar carros em todo o país não apenas em São Paulo. Segundo o levantamento da Consultoria Delloite, 51% dos consumidores brasileiros já não abraçam mais o mantra de que é necessário ter carro no futuro; 56% dos jovens (entre 18 e 36 anos) dizem que podem deixar de ter veículo próprio; e 39% dos consumidores têm interesse nos aplicativos de caronas.

As pessoas preferem opções que as possibilitem aproveitar melhor o tempo no trânsito, segundo a pesquisa. Assim, elas podem olhar as mídias sociais, ler, estudar ou até cochilar e tudo isso pode ser feito na carona ou no metrô. As estatísticas relativas a carteiras de motoristas também reforçam essa perspectiva de desinteresse pelo carro próprio, principalmente entre os consumidores mais novos.

Entre os anos de 2014 e 2017, diminuiu em 20,6% o número de jovens menores de 21 anos que tiraram carteira de motorista, segundo pesquisa do Instituto IPSOS baseada em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Também houve uma queda no número de pessoas que renovam as carteiras de motorista.
Fonte: www.projetocolabora.com.br

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