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A OMA na mídia

Comprei quatro imóveis para alugar

Seguindo a tradição familiar, o empresário Leonardo Flores, de 34 anos, sempre investiu em imóveis. Mas, neste ano, por conta da forte queda na taxa básica de juros, ele decidiu ampliar ainda mais as aplicações em tijolo e cimento: comprou na planta quatro apartamentos pequenos, na faixa de 30 a 50 metros quadrados para alugar.

Eles serão entregues num curto espaço de tempo: dois deles em junho do ano que vem, 13 meses após o lançamento. Os outros dois apartamentos ficarão prontos em janeiro de 2021, 16 meses depois do lançamento. “O prazo de entrega mais curto foi fundamental: quanto mais rápido melhor, porque você põe no mercado para alugar e obtém o retorno rapidamente sobre o investimento”, diz o empresário, ressaltando que essa é uma exigência crescente dos investidores.

Flores quitou dois apartamentos à vista. Os outros dois, ele entrou no fluxo do pagamento da obra. Os quatro imóveis estão avaliados em R$ 2 milhões e o empresário já desembolsou a metade.

Ele conta que os recursos estavam aplicados em renda fixa, em Certificados de Depósito Bancário (CDB). A aplicação deixou de ser interessante com o recuo da taxa básica de juros para o nível mais baixo da história, hoje em 5% ao ano. “Atualmente, a renda fixa está praticamente com juros negativos, estamos falando de 0,5% real ao mês. É muito pouco quando se compara o risco com a oportunidade”, observa.

Além da taxa de juros estar muito baixa, a tendência de ela continuar caindo contribuiu para que o empresário comprasse quatro imóveis numa tacada só. “Se ela (taxa básica de juros) não estivesse tão baixa e com tendência de cair mais, talvez eu não tivesse comprado quatro apartamentos, mas menos unidades, duas ou três.” 

Distribuição

Com o corte nos juros, o empresário mudou ligeiramente o perfil da alocação dos seus recursos entre renda fixa e variável, mas manteve a maior parcela do dinheiro (60%) em imóveis. Três anos atrás, 20% do seu capital estava investido em renda fixa e outro tanto em renda variável. Agora, Flores ampliou a fatia da renda variável para 30% e concentrou a aplicação em Bolsa.

Mesmo assim, Flores diz que pretende comprar mais imóveis, especialmente os bem localizados. “Imóveis mal localizados não interessam para ninguém.”

O empresário observa que, nos últimos tempos, o mercado de locação residencial da cidade de São Paulo, fortemente castigado pela crise, começou a decolar. Um sinal dessa reversão apareceu na pesquisa de locação do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. Em setembro, o valor médio do aluguel acumulado em 12 meses variou 5,90%, acima do IGP-M, de 3,37%, que é o índice normalmente usado para o reajuste. 

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