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A OMA na mídia

Construtoras lançam projetos voltados para idosos

A população idosa já chama atenção de construtoras e incorporadoras, que estão investindo em empreendimentos projetados para atender as necessidades da terceira idade.
O CEO da Vitacon Construtora e Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, conta que a companhia lançará no bairro Perdizes, zona oeste da capital, no primeiro semestre deste ano, um prédio funcional para atender idosos e portadores de necessidades especiais.

“Além das regras de acessibilidade, o edifício terá restaurante, lojas, docas para facilitar entrada e saída, academia, piscina, biblioteca, além de elevadores, corredores e unidades adaptadas”, conta Frankel.

Os apartamentos terão portas com vãos maiores, barras de apoio nos banheiros, altura mediana das tomadas e botão de alarme dentro das unidades, para avisar a portaria caso o morador esteja com problemas ou passando mal.
“Todo serviço oferecido no edifício é pay-per-use, prestados conforme a demanda e feito para proporcionar maior comodidade e segurança aos moradores”, diz o CEO da Vitacon.

Facilidades
A gerente de projetos da Tecnisa, Gisele de Luca, afirma que desde de 2007 os empreendimentos da construtora têm uma preocupação com os idosos. “Trabalhamos com a n o r ma d e acessibilidade (ABNT/NBR 9050) e também procuramos entender o que o empreendimento deve ter para que o idoso possa utilizar todas as áreas do condomínio”, diz.

De acordo com Gisele, no projeto para o salão de festas, por exemplo, são avaliados os cuidados necessários para que uma pessoa da terceira idade possa utilizá-lo confortavelmente.

“Na decoração, tudo precisa ser funcional. No mobiliário especificamos apenas poltronas, para ter apoio para levantar; as mesas não podem ter tampos soltos e o piso deve ser fosco para não criar pontos de luz e dificultar a visão. Já a brinquedoteca deve ter um espaço também para a avó”, exemplifica.

A gerente da Tecnisa diz que é gratificante ouvir do comprador que não é da terceira idade, que poderá aproveitar o imóvel quando ficar mais velho ou que a mãe, durante uma visita, poderá utilizar todos espaços.

De acordo com Gisele, os empreendimentos devem ser projetados para permitir a interação. “Devemos pensar em como vai ser o acesso da portaria ou garagem do prédio ao apartamento, aos salões, piscina, churrasqueira”, completa.
A construtora lançará neste semestre um projeto mais específico, chamado de “sênior living” no Jardim das Perdizes, com foco na pessoa da terceira idade.” É um upgrade de tudo que já fazemos, com as áreas comuns e as unidades projetadas para atender todas as necessidades dos idosos”, diz.

Idosos ganham mais espaço em condomínio
Síndico de um condomínio de dez torres e três mil moradores em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Marcelo Aparecido Alves decidiu fazer obras para melhorar a acessibilidade no conjunto e dar mais conforto aos residentes da terceira idade, parcela importante da comunidade. Embora não existam estatísticas a respeito, profissionais do mercado imobiliário dizem que os residenciais começam a se preocupar mais com o tema.

“O condomínio sempre atendeu às regras de acessibilidade exigidas por lei – corrimãos e rampas -, mas quis fazer mais”, diz Alves. Por exemplo, no jardim com cerca de três mil metros quadrados, muito usado pelos idosos, o síndico mandou construir uma passarela para facilitar a caminhada.
Alves também fez uma pista de caminhada no bosque, que teve obras de paisagismo e limpeza. Segundo ele, a área é bastante utilizada pelos moradores. Agora, os idosos e aqueles com dificuldade de locomoção, também podem se exercitar.
“Temos aqui um grande aquário com carpas e tartarugas. Instalei corrimão em todo o entorno e agora os idosos conseguem caminhar pelo local com mais segurança’, conta.

Aprovado
O condomínio possui duas piscinas, com piso de pedra não escorregadia, barras e corrimãos e dez salões de festas com acessibilidade – barras, piso antiderrapante. “Meu próximo projeto é colocar aparelhos para exercícios físicos ao ar livre, parecido com aqueles encontrados em praças.”
Alves afirma que as obras foram muito bem aceitas pelos condôminos e que ele não precisou fazer rateio para elas, porque utilizou o dinheiro do caixa, engordado por causa da economia de água (R$ 160 mil), energia e gás.

“Depois da implantação das áreas mais acessíveis, há maior circulação de idosos pelo condomínio”, afirma.
Moradora do conjunto administrado por Alves, Imaculada Conceição Crosselli Ribeiro, de 68 anos, está satisfeita com as adaptações. “Ele (o síndico) fez muitas mudanças importantes e agora temos áreas seguras para circular.”

Imaculada conta que utiliza a pista de caminhada, a piscina e a academia. “As obras são boas para os moradores. Precisamos desses espaços, mas também é importante poder aproveitar as outras áreas de lazer disponíveis”, diz a moradora. Acessibilidade. Para a gerontóloga e diretora da Longevida, empresa de consultoria na área do envelhecimento, Sandra Regina Gomes, assim como previsto no Estatuto do Idoso, é necessário eliminar as barreiras arquitetônicas e urbanísticas para proporcionar acessibilidade. “É preciso dar condições para o idoso usar com segurança e autonomia as edificações”, diz.
Sandra lembra que à medida que envelhecemos poderemos ter fragilidade motora. Por isso, é importante garantir ambiente acessível para pessoa idosa e também para aquela portadora de deficiência.

“Rampas, barras de apoio, iluminação, capacitação para profissionais que atuam com idosos, tudo deve ser feito para tornar o ambiente mais amigável e com facilidade de locomoção.” No entanto, Sandra destaca a importância de haver intergeracionalidade, ou seja, de haver espaços para o uso de crianças e idosos. “Aproximar é uma iniciativa”, acredita.

Na opinião da sócia da KTA – Krakowiak & Tavares Arquitetura, Ana Cristina Tavares, os condomínios estão preocupados em melhorar a acessibilidade para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e outras deficiências. “Os empreendimentos novos são projetados para atender à determinação da Associação Brasileira de Normas Técnicas prevista na norma NBR/9050 e são entregues com áreas mais acessíveis, já os antigos procuram se adaptar e fazem reformas”, diz.

Ana Cristina Subir destaca a importância das rampas para o acesso de cadeiras de rodas e de ter degraus pequenos, eliminar tapetes e ter pisos antiderrapantes e as áreas comuns e de circulação devem ser bem iluminadas. “A acessibilidade é um assunto recorrente nos condomínios, seja para implantar novas áreas ou melhorar espaços obsoletos”, diz a arquiteta.

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo, Imóveis, 31/01/2016

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