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A OMA na mídia

Festa no condomínio

Pequenos cuidados colaboram para que todos se divirtam

Especialista em direito imobiliário alerta que é preciso respeitar as regras de cada condomínio e usar o bom senso.
Muita gente vai passar o Ano Novo em casa, em condomínios. Mas é preciso respeitar as regras da boa vizinhança para não dar confusão.

Foi um réveillon, digamos, barulhento. “Acho que o que mais incomodou era o pessoal que arrastava a cadeira e o salto alto”, disse a dona de casa Mônica Tanigatuzzo.
Mas afinal, quando se vive em condomínio, o que é permitido e o que é exagero na última noite do ano?
“O arrastar moveis para montar a casa para festa é por um período especifico. Fazer do seu apartamento um salão de baile, dançando até altas horas pode começar a extrapolar e sair daquilo que chamamos de bom senso”, explica Marcelo Manhães, especialista em direito imobiliário.

Cada condomínio tem regras que devem ser seguidas: o horário que a festa deve acabar e o que pode ou não ser feito até em datas especiais, como réveillon.
Um prédio em São Paulo proíbe a contratação de DJs, ou aparelhagem de som e também não libera o salão em datas festivas.

“Se para fazer a festa tem que ter sorteio, a pessoa com expectativa para essa situação não sendo sorteada se frustra. Então, para não ter essa situação no condomínio, a gente entendeu as pessoas realizam essas festas dentro do seu apartamento”, disse o síndico Daneil José Fernandes.

Um outro condomínio deixa livre a churrasqueira e também permite que os moradores façam a ceia nos salões. “Até 1h barulho total, mas às 2h é preciso que entregar as chaves do salão. Aí é silêncio”, afirmou o síndico Cláudio Roberto da Silva.
Para controlar os excessos depois das 2h, o síndico já escalou dois vigias, que vão ficar circulando pelo condomínio atentos a todo tipo de gritaria, som muito alto. Se eles perceberem isso, vão ter que conversar com o morador.
Se tem um interfone que toca nesse dia é o do porteiro. E para ouvir de tudo. “Presenciei muitas coisas em relação ao réveillon. Muita gente bêbada, alterada, jogando rojões”, contou o porteiro Márcio dos Santos.

“As pessoas vão na sacada e começam a soltar rojão. Isso não só irrita como também pode ser perigoso”, disse o advogado Marcelo Manhães.

Solange Penha vai ter muitos convidados. “Vem a família toda, em torno de 20, 25 pessoas”.
A festa vai ser na varanda. O bom é que o vizinho de baixo não vai reclamar. “Minha vizinha é minha mãe. Vai estar na festa”.

E ela conta também com a tolerância dos outros vizinhos. Nesse dia, muita gente dá mesmo um desconto. “Isso é normal, a pessoa que não concordar com isso está fora do nosso planeta, afinal de contas, é comemoração, alegria”, disse o aposentado Cláudio de Paula.

 

Fonte: www.sindiconet.com.br

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