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A OMA na mídia

Morar e trabalhar no mesmo conjunto

Empreendimentos de uso misto oferecem infraestrutura para quem pretende depender menos da locomoção pela cidade

Morar perto do trabalho para evitar perder horas no trânsito é o sonho de muitos paulistanos. Por isso, não é de se estranhar que resolver o problema da mobilidade da metrópoles é um dos principais apelos que estão por trás dos empreendimentos mistos – aqueles que reúnem com imóveis residenciais, salas comerciais, hotelaria e comércio em um mesmo terreno.

A proximidade com o trabalho foi fundamental para Gustavo Gazzoni, de 32 anos, ir residir em apartamento do empreendimento que ocupa o local do antigo Hotel Ca’d’Oro, na Rua Augusta próximo à Praça Roosevelt, no Centro, agora que assumiu a assumiu a gerência administrativa do novo hotel que vai funcionar no local. E diz que adorou a ideia: mora em um prédio e trabalha em outro.
Guzzoni diz que a mudança na sua vida foi bastante expressiva. “Vivi durante dez anos nos Estados Unidos e, quando voltei, fiquei na casa dos meus pais no Panamby, na zona sul, onde tudo é muito longe. Qualquer coisa que tinha de fazer, eu precisava do carro. Aqui, além de estar perto do meu trabalho, dá para fazer tudo a pé.”
Facilidade. Apesar de o hotel ainda não estar em funcionamento, a inauguração está prevista para ocorrer em outubro, o gerente diz que acaba sendo solicitado, mesmo em dia de folga, para uma demanda ou outra do trabalho, por saberem que ele mora perto. “Mas a facilidade de estar próximo e não sofrer o estresse de ter de atravessar a cidade para ir trabalhar compensa. Além disso, eu sou novo e estou na fase de me dedicar bastante ao trabalho. Aos poucos, eu irei delegar tarefas e as coisas irão se acertar”, afirma.
O empreendimento, é um dos poucos com esse perfil que estão sendo erguidos em São Paulo. Incorporado pela Brookfield, além do prédio com hotel e salas comerciais, tem apartamentos com um, dois e três dormitórios, de 40 m² a 79 m² e preços a partir de R$ 694.700. As salas comerciais vão de 26 m² a 748 m² e custam a partir de R$ 460 mil.
“O conceito do empreendimento de uso misto é moderno, abraça o novo Plano Diretor do Município e ajuda a minimizar o uso do carro, o que vem sendo cada vez mais solicitado pelos paulistanos por causa do déficit do transporte público. E o Ca’d’Oro vem ao encontro dessa transformação. E a vantagem de se poder fazer tudo no mesmo lugar é enorme”, afirma Ricardo Laham, diretor da unidade de negócios da Brookfield em São Paulo.
De acordo com o executivo, os empreendimentos multiuso fazem parte dos planos da empresa. No entanto, ele afirma que não dá para fazer um projeto desse porte uma vez por ano.
“São empreendimentos que exigem grandes terrenos e uma boa análise acurada para identificar a demanda da região onde ele será construído.” Segundo o diretor, a incorporadora está atrás de novos terrenos para futuros lançamentos.
Estudo do bairro. Para o arquiteto Jonas Birger, ,antes de uma construtora pensar em um projeto multiuso, ela deva avaliar o potencial do bairro. “É preciso avaliar o que está faltando na região. Se ele é inteiramente residencial, cabe um empreendimento com salas, apartamentos e comércio”, diz.
“Se há comércio e indústria, talvez a estratégia seja oferecer apartamentos, hotel, para atender os executivos das empresas, e salas comerciais, para atender o setor de serviços”, acrescenta.
Birger também afirma que não é em qualquer terreno que esse tipo de projeto pode ser executado. “O terreno não pode ser estreito e comprido. Ele deve ser largo para permitir duas saídas, uma exclusiva para a área residencial e outra para o setor comercial.”
Na opinião do arquiteto, essa divisão também deve ficar muito clara na área interna do empreendimento. “O hall, o elevador e outros serviços devem ser devidamente separados.”
Na época do boom. Mirella Raquel Parpinelle, diretora-geral de atendimento da Lopes, afirma que de 2013 a 2014, oito empreendimentos de uso misto foram lançados na capital e na grande São Paulo.
“Naquela época, para o incorporador que tinha terreno grande, com uma boa área construtiva, valia a pena diversificar”, argumenta. Do total lançado, atualmente, há um estoque de 36% de unidades. A maior parte está concentrada em São Bernardo do Campo.
Ela cita como exemplo o empreendimento Jardim das Perdizes, na zona oeste de São Paulo. “Quando o complexo foi lançado, em 2014, o mercado estava começando a desacelerar. No entanto, quase todas as unidades foram vendidas. Era uma oportunidade favorável para o investidor. Quem comprou apartamento e tinha uma reserva, acabou adquirindo uma sala comercial no mesmo prédio para investir.”
O LED Barra Funda foi lançado na zona oeste, em 2012. A primeira fase, a parte residencial, foi entregue em agosto do ano passado. O empreendimento é composto por uma torre com 460 salas comerciais e um strip mall (centro de compras) com 19 lojas, hotel e 168 unidades residenciais.
A etapa comercial (escritório, hotel e centro de compras) foi entregue em março deste ano. Segundo Paulo Aridan, superintendente da Oderbrecht Realizações Imobiliárias (OR), 50% da área residencial está totalmente ocupada. Os escritórios já estão instalados e alguns iniciaram suas atividades no início do segundo semestre. Ainda há 50 unidades disponíveis. Os preços vão de R$ 8 mil a R$ 8,5 mil o metro quadrado.
O hotel começou a operar em junho. Apenas o centro de compras vai iniciar suas atividades em outubro.
O Praça São Paulo, na zona sul, foi lançado no final de 2013 também pela OR. Terá três torres que serão compostas por escritórios corporativos e uma quarta que abrigará quatro tipos de uso: hotel da bandeira Novotel, com 209 quartos; 100 salas comerciais; 157 apartamentos e um centro de compras com 16 lojas.
De acordo com Aridan, apenas 8% dos apartamentos estão disponíveis para venda. O preço do metro quadrado é de R$ 12 mil. Os escritórios têm 5% das unidades ainda à venda e custam entre R$ 12,5 mil e R$ 13 mil o m². O centro de compra foi vendido para um investidor.
Um terceiro empreendimento da OR, o Parque da Cidade, também construído na zona sul, é composto por dez edificações, sendo cinco torres corporativas, uma de escritórios, duas residenciais, um shopping e um hotel. O lançamento do empreendimento foi dividido em quatro fases. A primeira, lançada em 2012 e já entregue, foi a das salas comerciais, com o preço do metro quadrado de R$ 13.500. A segunda é o shopping , torre de escritório e hotel, que está em fase de construção e terminará em junho de 2017.
A terceira é a parte residencial, que deverá ser lançada no próximo ano, e a quarta são os escritórios, que devem ser lançados em 2018. “Estamos aguardando o mercado melhorar para começarmos a trabalhar com essas duas fases.”
Para Aridan, esses empreendimentos demoram mais para ser trabalhados, por isso, o lançamento deles é feito em etapas. “Não dá para uma empresa focar os seus produtos exclusivamente nesse tipo de empreendimento. É preciso mesclar com os mais puros.”
Fonte: AABIC

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