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A OMA na mídia

Tendência ”Pet Place”

Depois de bicicletários tornarem-se comuns em prédios, além de espaços de coworking e outros serviços que combinam com os tempos atuais, os empreendimentos têm se preocupado mais com áreas e equipamentos voltados para os pets.
Os pet places (espaços para animais de estimação) fazem parte de projetos há quase uma década. Mas, de lá para cá, afirmam profissionais do setor, esses ambientes deixaram de ser espaços improvisados e se tornaram prioritários.
A tendência das incorporadoras segue o mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o terceiro maior país do mundo em faturamento no setor, levando em conta produtos de higiene, saúde e alimentação – foram R$ 20,3 bilhões em 2017 (dado mais recente).
Só em São Paulo, de acordo com a prefeitura, 28,6% dos domicílios possuem cães, 7,7% têm gatos e 6,7% reúnem os dois. Em números absolutos, são 1.874.601 cães e 810.170 gatos criados por famílias.
Para a Mac Construtora, o espaço para eles dentro de um empreendimento é pensado desde o começo. “Não é mais um cantinho esquecido de 5 metros quadrados. Precisa ter fácil acesso a elevadores e tem de ser grande e isolado, para o bichinho não escapar. Além disso, ter muita grama e brinquedos, para que o animal possa se exercitar”, diz Ricardo Pajero, gerente comercial da Mac.
Segundo Pajero, a empresa notou em pesquisas de pós-ocupação que o espaço pet tem subido em nível de importância para os moradores, quase se igualando a ambientes mais tradicionais como academia e salão de festas. “Entrou na lista de espaços que não podem faltar. É um item de lazer imprescindível.”
Imprescindível para os “pais de pet” e uma necessidade real para os bichinhos, alerta o veterinário Arthur Ferreira. “Grande parte dos atendimentos que realizo são relacionados a problemas comportamentais por falta de atividade física. Muitas pessoas querem o animal para curar o próprio estresse, mas não estão dispostas a dar o mesmo em troca aos pets.”
Além do estresse, o veterinário afirma que obesidade, depressão, má circulação, mau funcionamento dos órgãos e, em casos extremos, até automutilação podem ser efeitos de deixar um animal passar o dia todo trancado em um apartamento.
A analista fiscal Nathalia Pellegrini, de 34 anos, mesmo trabalhando em horário comercial, arranja tempo para levar seu cachorro Romeu, um buldogue francês de um ano de idade, ao pet place do condomínio. Nathalia conta que o animal tem temperamento tranquilo e foi treinado para só fazer xixi e cocô fora de casa. “Romeu fez vários amigos. Como ele cresceu com outros cãezinhos, hoje é muito dócil e sociável.”
De acordo com ela, o ambiente foi fator determinante na compra do apartamento na Vila Ema, zona leste, onde mora há um ano e meio. Na época da aquisição no Lisse Residence, entregue em 2015 pela PDG, ela já queria ter um cão e procurava um espaço amplo, seguro e agradável. “É como um quintal de casa.”
Fonte: https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/8023-2/

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